sexta-feira, 27 de março de 2015

Depois daquilo tudo

                                                                    alem-da-nevoa.tumblr.com

          E você
          Que nem sabe o que "Muito tempo atrás"
           significa

          e eu 
          que nem te disse
          tudo o que eu queria

          e eu 
          que daria metade de mim
          pra poder dançar contigo
          nem que fosse uma só vez

          e eu
          que nem te dei aquela foto de infância

          e tudo o que eu queria te dizer agora
          é que, droga,
          eu  nem queria ter nascido...

segunda-feira, 23 de março de 2015

Diagnóstico

                                                          prjosuegomes.wordpress.com

     Aliás, o maior sintoma de se estar apaixonado é quando uma música se torna a "cara" de uma pessoa.
     E é inequívoco, quando QUALQUER UMA se torna.



quarta-feira, 18 de março de 2015

Espancamento

                                                         www.adilsoncosta.com



     De tanto ver-te,
     meu olho ainda te vê!

     Minha cabeça ainda te pensa
     de tanto pensar-te;

     Minha pele ainda te sente
     de tanto sentir falta tua,   
     de tanto não ter-te!
     

quarta-feira, 11 de março de 2015

Pain

                                                                  apenas1.wordpress.com


                                   Pain
                                   with no name
                                   with bloody pieces of glass
                                   in my tongue
                                   Pain
                                   with thorns in my bed
                                   with shrapnels
                                   on my head

terça-feira, 3 de março de 2015

O NINHO DA SERPENTE


     E o dilema shakespereano que a detentora do poder em Brasília enfrenta(?) mais ou menos às claras: a esposa infiel, a lady Macbeth da relação promíscua,sem a qual acreditava-se que não haveria governabilidade, o famigerado PMDB surge agora como o fator de desestabilização-mor do governo.
     Quem se camufla, se esconde, insufla, e se beneficia com a propalada crise que os meios de comunicação apregoam, decerto é a consorte messalina de todos os governos,  de todos os presidentes.
     Há acertos, há crescimento, há inclusão social, "nós" somos a voz que clama no deserto.
     Há crise, há água no navio, a viola está em cacos, "nós" não somos o governo.
     Há naufrágio, "nós" subimos ao mais alto posto, e o vice, aquele em quem ninguém vota, herda a nau, o bonde, a caravana, e tudo fica como dantes no quartel de Abrantes.
     Por que será que me parece que já assisti a tudo isso antes?
     Por que a  sensação opressiva de deja-vu a  me pesar no cangote?
     Já não nos bastam Sir Neys e Ita Mares ?

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Do Longo Processo de Cauterização de Feridas

                                                             ultradownloads.com.br.jpg

    e encontro rastros teus
    verdes
     pela minha rua escura

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Salto no Escuro

                                                                 imagem: www.retina78.com.br

Surpreendi-me com esse modesto e despretensioso livro. 
O fato do autor ser homônimo do esteta guitarrista do Pink Floyd foi um atrativo a mais para que o retirasse da estante.
Em cena, um pai preocupado (pleonasmo) porém, libertário, e um filho com aversão aos bancos escolares, notas desastrosas e indiferença olímpica a tudo o que se referisse ao ambiente mofado e retrógrado de uma escola (segundo a visão do livro). O medo do pai, crítico de cinema, é que o filho lhe escorra pelas mãos, tão grave era sua apatia.
Não me detive na ousada proposta feita pelo pai, a de seu filho deixar a escola e assistir com ele, três filmes por semana.
Decerto, há alguns anos, compraria a tese, a utopia, a antiescolaridade embutida na narrativa, como uma saída contra o sistema.
Mas me detive nas análises das relações do filho, idiota como todos os homens, principalmente adolescente, e as mulheres de sua vida.
Há uma intensidade, um desespero contido, uma tensão que o pai imprime na trama, que demonstra o frágil equilíbrio entre a experiência e a inutilidade dela frente ao confuso e babaca cidadão aprendendo a viver da única maneira possível: quebrando a cara de paletó e gravata...solenemente.
Não se pode ensinar nada a um adolescente. Nem quando também se errou tanto quanto ele pode errar em sua jornada a dias menos turbulentos.
A análise dos filmes elencados, decerto foge do corriqueiro, e o rol pode surpreender pela heterogeneidade. Não só filmes de arte, ou dramas, ou filmes europeus...diversidade inclusive na qualidade artística marca e obra.
Em alguns momentos, há lirismo, em outros é só o desespero e o não saber que passo dar.Afinal, educar pode ser extremamente difícil...enigmático...arriscado...aterrorizante.
Gilmour escreve bem, tem estilo e se contém. Mais que suas digressões, privilegia o relato.
Pena. Poderia ser um livro mais saboroso se divagasse mais.
No fim, se lê com prazer. 
E deixa certa nostalgia.
Como um lugar onde se devesse ir mais vezes.